segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Você sabe lidar bem com o seu dinheiro?



Você acha que a forma como as pessoas gastam ou guardam o dinheiro tem relação com a autoestima?

Total. Eu diria que não é nem em relação à forma com que as pessoas guardam o dinheiro, mas, sim, à forma com que gastam o dinheiro. O brasileiro é, em geral, independente da classesocial, e por não ter educação financeira (isso vale para homens e mulheres), tende a assumir gastos ou exagerar naqueles gastos chamados de burocráticos, tais como: plano de saúde, carro, casa, escola. Nós adotamos primeiro o padrão de vida que é basicamente estrutural e, se der, ou quando der, pensaremos em poupança ou lazer e bem-estar. O que acontece daí, durante uma boa parte do ano, é que a gente vive naquela rotina de acordar, trabalhar e pagar contas, enfim, de uma vida burocrática, e quando sobra um dinheiro, vai para o lazer, pois ele não faz parte da rotina das pessoas. 

Quando entra um 13º salário, eventualmente o lazer acontece, mas quando o brasileiro se propõe a fazer uma atividade de bem-estar, antes vem certo sentimento represado, um desejo de realizar vontades que vêm se acumulando, então surge a compulsão: comprar mais do que deveria, comprar roupas, comprar o que eu não comprei nos últimos meses, e já que comprar é uma cosia tão rara, vou adiantar e comprar um pouquinho mais.

E então o consumo acaba acontecendo em picos: compro em um determinado mês, parcelo em oito vezes e me obrigo a não comprar mais durante esses meses. Isso é ruim tanto para a pessoa como para o comércio, que também acaba funcionando em picos. 

Nestes casos, o que seria mais saudável fazer? 

Seria fazer uma espécie de autoanálise, autoconhecimento, conversar mais sobre vontades e sonhos, é isso que eu abordo no livro Casais inteligentes enriquecem juntos. Se a pessoa tiver uma noção mais clara do que faz bem, ela pode garantir uma verba regular para aquilo que faz bem. Por exemplo, se estar na moda me faz bem, eu vou gastar uns 200 ou 300 reais por mês para estar na moda, mas se necessariamente eu gasto mais com esse item, tenho que diminuir os demais itens, comprar um carro um pouco mais barato, uma casa mais simples. Entendendo que uma vida mais simples é a lição para uma vida mais rica. 

Essa pessoa que gastar mais com aquilo que lhe fizer bem certamente é uma pessoa que estará psicologicamente melhor. Estará com a autoestima equilibrada, trabalhará melhor, terá a probabilidade de aumentar sua renda na vida, pois vai viver de forma mais prazerosa.

E como lidar com o parceiro que ganha menos? Pois hoje sabemos que muitos lares brasileiros são chefiados por mulheres.

Na verdade, a questão pode até soar como desafiadora, porque é normal as mulheres viverem com parceiros que ganham mais. A abordagem que eu tenho no meu trabalho é de que pouco importa quem ganha mais, o mais importante não é só o casal ter um papo aberto sobre dinheiro, mas, principalmente, batalhar para que a renda da família seja a melhor e a maior possível. 

Qual seria a prioridade de um casal para crescerem juntos?

A prioridade é continuamente discutir uma estratégia de carreira não dos indivíduos, mas da família, como ter sempre um plano “B”. Exemplo: caso minha esposa seja convidada para trabalhar na Europa. Será bom para a família? Será bom para o homem assumir o papel de dono da casa por certo tempo? Assumir um trabalho temporário por certo tempo? Discutir essa estratégia é importante pois, quando surgir a oportunidade, normalmente ela vem carregada de sentimentos, a promoção, o momento da carreira, e é importante que o casal esteja preparado.

Quando se discute desta forma, em que ambos estão batalhando a renda da família, fica muito mais fácil lidar com situações que são muito comuns. Outro exemplo: ele perder o emprego e ela ter que assumir o papel de provedora, ou ela ter que se afastar do trabalho por quatro meses para amamentar um filho e ele assumir o papel de provedor. Nos casais antigos, ao negociar para dividir contas existe uma pressão incrível para que a mulher volte ao trabalho mesmo que queira amamentar, e uma pressão também para que o homem arrume um trabalho o quanto antes, mesmo que esteja difícil. Neste sentido, o relacionamento passa a ser mais uma competição do que uma união. 

O planejamento do casal é um só, e ambos têm que trabalhar para que essa renda e esse bem-estar sejam comuns ao longo da vida.

Você acha que é possível se reeducar financeiramente num mundo voltado para o consumo?

É possível, mas é um desafio. Nós estamos falando de um casal que tem que achar um tempo na agenda para estar junto, não só simplesmente para curtir a vida, mas para conversar, tomar um vinho, mas esse vinho tem que ser um momento para conversar como está o relacionamento, se está legal, se estão alcançando os sonhos que queriam. 
Começar do nada é difícil, agora, se o casal já discute planos da família e dos indivíduos, dele e dela, é muito mais fácil sentar e ver se os planos estão acontecendo ou não. Então é legal em algum momento o casal sentar e falar: “Vamos bater um papo sobre os nossos sonhos: o que está faltando na vida para você e para mim?” E quando se fala em sonhos, naturalmente caímos na ideia de obstáculos para estes sonhos acontecerem, e aí a gente encontra os elementos de força deste casal, e o tem que fazer para que mais sonhos se realizem. Não só os da família, como também dos indivíduos. 

E quanto àquelas pessoas que são consumistas compulsivas, as chamadas “overspending”? O que é possível fazer nestes casos?

Os próprios psicólogos dizem que o consumo compulsivo é realmente patológico e demanda acompanhamento de terapia em 8% a 10% dos casos. Eu vejo que o restante dos 90% dos casos pelo menos é uma simples questão de desorganização pessoal, a pessoa gosta de se cuidar, gosta de jantar fora, praticar um esporte, e não garante verba para isso, então é óbvio que ela vai acumular compunção, ela vai de certa forma desenvolver um sentimento de desconforto e incômodo em relação à proibição de não poder ser “feliz”. 

O que as pessoas devem entender é que na hora de escolher um estilo de vida, que se decide casar, ter filhos, antes de escolher a casa que irá ter, é muito mais importante definir o bairro em que irá morar, quanto custaria a qualidade de vida, academia que se quer fazer, a ida ao shopping, visitar a família, receber amigos, e isso pode ser muito para algumas pessoas. E, se custa muito, essas pessoas têm que ter estrutura funcional, um custo de manutenção na vida mais simples, mais barato.

Os preços dos imóveis de um modo geral subiram muito. E como fica a realização de muitos brasileiros em conquistar a casa própria? 

Qualquer sonho, não importa se é carro, casa ou viagem, pode ser realizado com dois elementos: com dinheiro e ou com criatividade. Pois, quanto mais criatividade se tem, menos do dinheiro precisamos. Existe a lógica: os imóveis estão realmente muito caros, mas existem aqueles mais antigos, que, de repente, pagando bem menos com uma reforma, é possível criar um clima vintage, resgatar um estilo antigo de viver. Quanto mais eu buscar aquilo que está na moda – e o padrão é de três dormitórios, com clube embaixo, com quatro vagas na garagem – mais eu vou entrar no preço da moda, que é um preço absurdo. Então é questão de ter uma postura mais criativa, e isso vale para meio de transporte também, eu vejo as pessoas falando: como é que eu vou ter um carro de 30 mil, caramba? Tem carro de 3 mil que você pode reformar com mais 6 ou 7 mil reais e ter um carro fashion, com algo diferente. Depende muito da postura em relação à sua consciência de consumo.                       

E como podemos lidar com a chegada da aposentadoria? Como devemos nos preparar para esse momento? Caso a pessoa tenha o próprio negócio, ou mesmo quando for CLT?

Independentemente de a pessoa ter tido o próprio negócio ou não, ou ter sido empregada, ela tem que entender que se tem um negócio próprio e se esse negócio parar quando ela tirar férias, ela é empregada do mesmo jeito, empregada dela mesma. O dinheiro não entra se a pessoa não trabalhar, então temos que encontrar meios de nos tornarmos financeiramente independentes. Existem dois raciocínios em relação à aposentadoria: um é o raciocínio “arroz e feijão”, que é poupar aproximadamente 10% do que ganhamos ao longo de toda uma carreira de 35 anos, criar um patrimônio que garantirá a média que se teve durante a carreira. Então essa é a regra básica de aposentadoria. Existe outra visão, da qual eu gosto mais, que é você entender que não precisa se aposentar. Por exemplo: você trabalha numa carreira que é desgastante, que toma muito sua agenda, que exige certa pressão, demanda muito estresse, e por isso talvez você queira largá-la e, então, fará um pé de meia para mudar de carreira lá na frente: montar um estúdio de arquitetura, trabalhar com arte, ser consultor, dar aulas...

E a perspectiva de vida aumentou muito também, certo?

Mais do que o custo de vida ter aumentado, o tempo de vida aumentou. Antigamente, as pessoas pensavam em se aposentar com 60 e 65 anos, mas elas não contavam com pouco mais de cinco ou dez anos de vida. Hoje, quem se aposenta com essa idade corre o risco de viver outros 30 ou 35 anos. O que eu considero aposentadoria é o modelo de ideia... vamos chamar de aposentadoria “Oscar Niemeyer”, que trabalha desde a década de 50, mas que continua produzindo até hoje, nos seus 103 anos de idade. Isso acontece porque ele faz o que gosta, ele sente que agrega valor ao mundo, é premiado porque é apaixonado pelo que faz, e quanto mais a pessoa gosta da carreira dela, menos perto da aposentadoria ela estará.

Carreira e amor: dá pra ser feliz nos dois?


Joyce
1- Por que não estamos conseguindo equilibrar vida profissional e pessoal?

Porque a balança de sonhos, obrigações, planosestá pendendo, hoje, mais para o lado profissional do que pessoal. Tanto que numa pesquisa que coordenei, as 200 mulheres de perfil inovador selecionadas só sabiam responder sobre carreira, carreira, carreira, diante da pergunta "Qual é o seu sonho?".
No passado, as mulheres queriam sair de casa e contribuir profissionalmente para a sociedade e para elas mesmas (com a realização profissional). Agora, elas não conseguem no dia a dia sair do escritório ou outro local de trabalho e voltar para casa, cuidar um pouco do seu lar, das suas relações pessoais, de si mesmas. Nos últimos 20 anos, principalmente, avançamos muito no âmbito profissional, ocupamos o nosso espaço. Agora o grandedesafio é o de reorganizar a vida pessoal. 

2-  Dê algumas dicas para esse equilíbrio acontecer. 

Em primeiro lugar, essa é uma tarefa individual. Cada à mulher tomar atitudes para melhorar a sua balança entre trabalho e vida pessoal. No meu livro MULHERES DE SUCESSO QUEREM PODER... AMAR (Editora Gente) eu discuto seis mudanças de atitude que ajudam nesse desafio atual:

2.1 largar a capa de mulher maravilha e agir como uma mulher adulta
. Ou seja, parar de achar que só ela pode fazer tudo bem-feito, reduzir a mania de perfeição, agir diante do amor como uma mulher adulta, e não uma adolescente que ainda busca o príncipe encantado sem defeitos e com um castelo de riquezas

2.2 Decifrar o homem de hoje. Ele também vive um período de transição e as referências de pai e avô não lhe serve mais. 

2.3 Redimensionar seus planos de vida para caber amor nela. Somos incentivadas a traçar plano de carreira, mas o ideal é traçar plano de vida, em que você coloca seus desejos profissionais e pessoais. Isso ajuda a conciliar. 

2.4. Achar tempo e energia. Esses são os principais problemas atualmente. Mas é preciso se esforçar para abrir tempo na agenda para se divertir, namorar, recarregar as energias. E tem mais: quem tem vida pessoal, tem vida amorosa e sexual, produz melhor profissionalmente. 

2.5 Cultivar o desejo.  
A vida está tão pesada para a mullher que ela pode deixar de lado sua feminilidade, sua sensualidade e suas necessidades/vontades de mulher.  Fique atenta a isso!

2.6 Criar vínculo e cumplicidade com o parceiro de modo que um também colabore com a carreira do outro. O casal deve ser parceiro, e não competir. Juntar forças, sonhos, ideias de como se pode viver melhor.

3- Como as mulheres que colocaram a vida profissional em primeiro plano e deixaram a amorosa de lado estão lidando com isso?

A palavra-chave para esta pergunta é: escolha. Fazemos escolhas o tempo inteiro. E elas implicam perdas e ganhos. Ter consciência disso é fundamental para que a gente não veja tantas mulheres que jogaram todas as fichas no emprego se sentindo frustradas porque não sobrou nada além do cartão de visitas depois que a carreira passou. 
Como jornalista, já entrevistei mulheres que escolheram focar na carreira e estão bem. Mas entrevistei e entrevisto muito mais mulheres que querem outras coisas também, como casar e ter filhos, e ficam adiando, adiando... Por medo de não conseguirem conciliar as coisas. Eu defendo que é possível conciliar. Não é fácil, mas é possível. E vale a pena encarar o desafio. Ter sucesso profissional é maravilhoso, mas não me adianta se eu não tiver companhia para tomar um vinho na sexta à noite, por exemplo. Amo minha profissão, amo também o meu marido (que é um companheirão) e amo também ser mãe. 
Fico preocupada com a ilusão criada pela medicina de que a mulher pode ser mãe a qualquer hora. Não é bem assim. E não se descongelam filhos como se descongela lasanha. Se há o desejo de ser mãe, aconselho trabalhar bastante, mas achar tempo e energia para paquerar, namorar, fertilizar, ter um filho. Muitas mulheres conseguem, por que você não conseguirá? A vida é sua, a rédea está na sua mão, e não na do seu patrão, do seu cliente exigente...

4- Você sente que as mulheres estão apenas com foco nas suas carreiras ou buscam ser empreendedoras – terem seu próprio negócio?

Entre os empreendedores, os números mostram, as mulheres são maioria. Um dos motivos é que o negócio próprio facilita a conciliação entre trabalho e vida pessoal. Mas não é só isso. As mulheres têm inteligência, garra, facilidade para comandar equipes, criatividade, capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, empatia... Características bem-vindas aos empreendedores. É uma saída para muitas profissionais incríveis que não conseguem um mínimo de flexibilidade dentro das empresas. E aí as empresas perdem talentos por não oferecerem essa flexibilidade, por não compreenderem que precisam ajudar suas funcionárias a equilibrar trabalho e vida pessoal. Felizmente algumas empresas mais modernas estão "acordando" para essa questão. Trata-se de uma questão social, de sustentabilidade da nossa sociedade. Imagine só se a grande maioria das mulheres não tiver mais filhos porque não consegue conciliá-los com o trabalho? 

5- "Os homens têm medo de mulheres independentes". Mito ou verdade?

Verdade. Principalmente daquelas que gritam, só dão ordens, tratam os homens bem mal, como se eles fossem funcionários. Até eu tenho medo dessas... Falando sério, os homens andam reclamando que estamos muito mandonas. E fazemos isso porque gostamos de mandar e também porque temos de ser tão assertivas no trabalho para impormos respeito que temos dificuldade de fazer o corte quando entramos em casa. Além disso, há homens culturalmente mais machistas, que têm dificuldade de aceitar essa independência. Mas os mais jovens já aceitam melhor. E não tem outro jeito. Eles terão que se acostumar. Para ajudar nesse processo, podemos controlar nosso lado mandão e tratá-los como parceiros, e não de forma negativa, olhando de cima para baixo, não é?

6- Estamos cada vez mais agressivas (no sentido da personalidade) por conviver em ambientes masculinos. Como lidar com isso?

Falava disso na resposta anterior. Cabe ficarmos atentas ao nosso comportamento e buscar formas de controlar tanta agressividade (que é mais útil na carreira do que na vida pessoal). Uma vez meu marido me disse, sentado no sofá ao lado do nosso filho: "Joyce, já reparou que você está entrando em casa às 9 da noite, pisando firme e olhando para nós como se fosse passar uma matéria para escrevermos?". Ele tinha total razão. E que bom que temos abertura para que ele pudesse se expressar e puxar a minha orelha. Daí em diante, resgatei um hábito que faz meu cérebro lembrar que não estou mais na redação da revista: dou um beijo na boca dele, bem dado, e um beijo no rosto do meu filho. Outro hábito que me ajuda a controlar a agressividade é fazer acupuntura. Lá eu desabafo, reequilibro as energias, cuido da saúde física e mental. Caminhar na praia, nos fins de semana, também alivia minhas tensões. 

7 - E quando o homem ganha menos no casamento? Como lidar com isso sem ficarmos autoritárias?

Em todas as entrevistas que tenho dado, desde que lancei meu livro, essa questão aparece. Sinal de que é nesse ponto que, digamos, o “bicho pega”. Os homens ainda estão se acostumando com essa realidade, e as mulheres também. Agora, a forma como essa mulher que ganha mais encara o dinheiro é fundamental. Se ela encara o dinheiro como um fim, o relacionamento dela ficará difícil de perdurar. Se ela encara como meio de o casal realizar sonhos, planos, que não se encerram no terreno financeiro, fica mais tranquilo lidar com a situação. Na fase em que escrevia o livro, me preocupava que os holofotes virassem muito para o meu lado e meu marido se sentisse incomodado, renegado. Aí, preocupada com meu relacionamento, o incentivei a criar um site para expor seu trabalho como jornalista/economista especializado em estudos setoriais. Na época do lançamento do meu livro, abrimos um espumante para comemorar dois feitos: meu livro e o site dele. Não sou mais do que ele só porque posso em algum momento obter mais sucesso. Ele sabe disso, eu o admiro profissionalmente, e ele me admira profissionalmente.

8- Você acha que esse ritmo alucinante profissional das pessoas tende a diminuir ou não tem volta?

Vivemos em tempos de mudanças rápidas, de dinamismo, aceleração, informação em excesso, cortes e enxugamentos nas empresas em nome da competitividade, tantos estímulos digitais... Isso não mudará. Mas muitas mulheres começam a perceber que a emancipação feminina trouxe vitórias e também um mundo de cobranças e obrigações. Ou seja, ela não está causando a felicidade que se imaginava. Vamos voltar sete casas? Não. Vamos trazer o pêndulo para o meio, para o equilíbrio, assim poderemos desfrutar de vários momentos alegres que apenas o sucesso profissional não é capaz de dar para a maioria. 

9- Fale três inimigos do relacionamento. E três aliados.

Vou eleger como inimigos do relacionamento: a intolerância (briga construtiva sim, mas aquela em que os dois brigam por brigar só mina o amor), a ansiedade de desempenho no sexo (quando vira competição, os dois se sentem pressionados a dar um show) e a falta de tempo para o relacionamento (há casais que mal se encontram, e quando se encontram só falam de problemas...).
Três bons aliados: a empatia (se eu me coloco no lugar do outro, é mais fácil fazer acordos), o bom humor (casais que riem juntos ficam juntos), sexo lúdico (em que os dois se divertem, trocam carinhos, mantêm-se atraentes um ao outro). 

10- Por que as mulheres desenvolveram tanto lado mental, mas não o emocional. O homem continua sendo o centro do universo de muitas delas.

O homem ainda é o que nós, mulheres, temos, sem ser de lata e com um coração batendo. Eu gosto dos homens, tenho dois em casa. Você fala sobre as mulheres que pensam serem felizes somente depois de achar sua metade da laranja? Esse pensamento está atrasado, claro. Mesmo porque é um desafio tão grande chegar a 16 anos de casamento, como é o meu caso, que eu digo no livro: hoje, o amor é um encontro de inteiros, e não mais de metades que se complementam. Os dois precisam querer muito que o relacionamento dê certo, precisam investir tempo e energia, precisam ter a coragem e a persistência de insistir nesse amor, em vez de fugir dele e se separar tão facilmente diante do primeiro conflito. Não prego insistir num amor tóxico, mas também não desistir diante do primeiro obstáculo, achando que você aperta um botão e vem um amor pronto. Amor é construção. 

11 – A maternidade cada vez mais adiada em detrimento da carreira. Como fica a cabeça desta mulher, com tantos paradoxos? 
 
Como disse, o relógio biológico "grita". É uma escolha, e pode acontecer na paralela da carreira. Agora, se eu nunca paro de ler relatórios para ir paquerar, namorar, casar, chego aos 40 anos aflita porque preciso ser mãe a qualquer preço. E meus óvulos já não são jovens... E estou no auge da carreira... E acho que não posso realizar o sonho da maternidade porque meu chefe não quer. Isso tudo é para pirar a cabeça da mulher. Vamos agir como mulheres adultas e responsáveis pela própria vida?
A pergunta essencial é: o que eu quero? O que vai me fazer feliz? E ter coragem de bancar os próprios sonhos. Uma ótima profissional vai conseguir prosseguir na carreira, nesse emprego ou em outro, sem que a maternidade arruíne tudo. E ter um filho com um pai bacana, que você ame, do seu lado, é a melhor das opções. Eu, pelo menos, experimento isso na minha vida. Tive muita dificuldade para engravidar, quase morri próximo do parto, e meu marido estava ao meu lado, me dando força, dividindo as dores e alegrias. Sou muito grata a ele por tanta força que me dá na vida pessoal e profissional. E sei que é recíproco. 

sábado, 3 de agosto de 2013

Globo Repórter, Saúde e Qualidade de Vida

Assistam essa matéria do Globo Repórter, muito boa !


Comemorando 35 anos de Globo Repórter, a maioria dos brasileiros escolheu como tema a reportagem: Saúde e Qualidade de Vida


Seu filho está infeliz com o corpo?




Da próxima vez que seu filho adolescente reclamar do corpo, aproveite! Sim, aproveite a deixa para incentivá-lo a fazer exercício físico e acompanhamento médico, nutricional ou até mesmo psicológico, se houver necessidade. “Às vezes, isso se faz necessário para ensiná-lo a administrar a ansiedade, avaliar o nível de insatisfação que tem com o próprio físico e ajudá-lo para que isso não gere outros problemas”, diz o psicólogo Eduardo Coutinho Lopes, da clínica BeSlim, do Rio de Janeiro. 

Segundo ele, outra forma de os pais ajudarem é colocando metas de emagrecimento. “Os jovens adoram e respondem bem a esse tipo de estímulo. Só não vale sugerir perdas muito grandes, como cinco quilos de um dia para outro. O ideal é que a cada conquista seja lançado um novo objetivo”, ensina o especialista, que recomenda ainda que os pais tenham uma dose extra de paciência com o jovem. “Gosto de lembrá-los de que as mudanças hormonais que ocorrem nessa fase podem gerar angústias. Some a isso o bullying que alguns sofrem por conta do excesso de peso e está explicado o porquê da baixa autoestima”, diz Eduardo Coutinho Lopes.

Por último, o especialista sugere elogiar e dar estímulos positivos, como o perfume que o filho tanto quer ou o estojo de sombras que a filha sonha há tempos, quando o emagrecimento for atingido.

Ler faz bem para a mente e para a alma

A leitura traz diversos benefícios para nossas vidas, através de um bom livro temos a chance de navegar por um universo novo, desfrutar de emoções variadas e ainda adquirir conhecimentos. As pessoas que desenvolvem o hábito de ler encontram mais facilidade para se expressarem por meio da escrita.

A literatura é provida de uma ampla variedade de título, ou seja, há obras de todos os gêneros para atender um público de gostos diversificados. A escola não tem o costume de desenvolver nos alunos o prazer pela leitura, por isso eles cultivam certa repulsa diante de um livro, em especial quando se trata de um clássico da literatura brasileira.

Apesar do desafio que possa parecer gostar de ler acontece com o tempo, quando pegamos uma história interessante nos sentimos acolhidos por ela e fica difícil se desprender. Um livro nos permite fugir da realidade, dos problemas, por isso traz benefícios para a alma.

Controlando o STREES


Um dos quatro pilares do que é conhecido como o treinamentoem controle do stress é justamente a atividade física e este treinamento é todo baseado em pesquisas científicas. O stress é um fato com o qual nos deparamos desde a infância até a idade adulta. Não dá para fugir dele ou ignorá-lo, pois, em certos momentos, ele não nos deixa escapar. Uma vez que não é possível evitá-lo completamente, o melhor é dominá-lo, pois nada pode afetar mais dramaticamente a nossa qualidade de vida do que a tensão emocional exagerada.

Existem medidas de controle do stress a longo prazo e a curto prazo. As primeiras lidam diretamente com as causas do stress e com a nossa resistência. As outras têm a ver com uma redução imediata da tensão física e mental. Uma das maneiras mais eficazes que existem para reduzir este tipo de tensão é a atividade física. Por que o exercício físico é recomendado para quem deseja manter o seu nível de stress sob controle?

As pesquisas indicam que o exercício físico, mantido sem interrupção por 30 minutos, é capaz de levar nosso corpo a produzir uma substancia chamada beta-endorfina, que dá uma sensação de conforto, prazer, alegria e bem-estar. Além disto, a beta-endorfina anestesia o organismo, fazendo as dores desaparecerem no momento. É por isto que muitas vezes um jogador que se acidenta consegue continuar jogando.

O exercício físico também alivia dois dos piores males da sociedade moderna: a depressão e a ansiedade. Quando a pessoa está sentindo que as coisas estão sem graça e que o mundo é sem sentido, deve tentar entrar em um programa de exercícios físicos por três ou mais vezes por semana. Isto deve aliviar bastante. Porém, deve-se ter uma noção clara das limitações de qualquer técnica que se aprenda a usar. O exercício físico sozinho não mantém os ganhos para sempre. É importante tentar descobrir a causa e, se possível, tentar retirá-la de sua vida. Se isto não for possível, muitas vezes uma terapia ajuda a se encontrar meios internos para se lidar com aquilo que é inevitável.

Um dos resultados de se utilizar técnicas de manejo do stress, entre elas o exercício físico, é a melhora que se obtém em nossa qualidade de vida. A saúde melhora, nos sentimos de bem com o mundo e, conseqüentemente, a vida social e afetiva também melhoram. Além disto, até a qualidade de vida na área profissional vem a melhorar, pois a pessoa fica menos tensa e mais aberta para os desafios do trabalho.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A importância da Alimentação


A alimentação é o combustível para nossa vida, uma vez que nos fornece subsídios para a realização de nossas tarefas diárias. Se não nos alimentamos não temos força ou disposição para a realização das atividades mais banais, além de comprometer seriamente o desempenho das funções vitais no nosso organismo.

Claro que a qualidade do alimento ingerido é fundamental. Não adianta simplesmente comer. É preciso alimentar-se corretamente, fornecendo ao organismo os nutrientes necessários para seu perfeito funcionamento, sem carências ou exageros.

Uma alimentação balanceada, contendo equilibradamente frutas, cereais (inclusive integrais), verduras, legumes, carnes e leite, pode contribuir positivamente para a manutenção da saúde do indivíduo.

Entretanto é sempre bom ressaltar que a diversidade dos alimentos é fundamental, pois não existem alimentos completos capazes de fornecer ao organismo toda a gama de nutrientes requeridos para sua manutenção, preservando-lhe a saúde. Então a premissa da boa alimentação está fundamentada, principalmente, na diversificação de alimentos ofertados em quantidades adequadas, o que não significa dizer exagero, pelo contrário, a moderação é imprescindível.

Convém lembrar que, o Brasil, como em outros países adeptos das “comidas rápidas” servidas em qualquer lanchonete, apresenta problemas sérios de saúde pública decorrentes da má alimentação. Isto porque o sabor dos alimentos foi colocado em primeiro plano, não que a alimentação não deva ser um prazer, ela pode e deve ser considerada desta forma, porém é necessário compreender que os alimentos precisam cumprir suas funções no organismo, não apenas saciar a fome ou estar a serviço da gula.

Estes lanches rápidos normalmente estão carregados de gorduras saturadas, comprometendo seriamente o equilíbrio alimentar do indivíduo e não podem, portanto, fazer parte da dieta alimentar do mesmo, sem causar-lhe dano, mesmo que seja em longo prazo.

Obviamente que uma vez ou outra é possível e agradável comer uma pizza ou qualquer outra refeição pelo simples prazer que proporciona, o que é desaconselhável é fazer disso uma constante, substituindo freqüentemente uma alimentação saudável por um lanche com excesso de gordura e incapaz de proporcionar os nutrientes dos quais o organismo necessita.

Tornado-se hábito, pode levar a sérias complicações orgânicas, prejudicando a saúde do indivíduo em médio e longo prazo. Por isso é bom estar atento ao que estamos ingerindo, além de cuidar desde cedo da alimentação das crianças, insistindo com elas sobre a adoção de hábitos saudáveis que serão revertidos em qualidade de vida.

A alimentação realmente é um prazer que precisa ser saboreado e compartilhado com pessoas das quais gostamos, portanto é importante fazer das refeições um momento alegre para ser lembrado posteriormente, e não apenas o gesto mecânico de saciar a fome. Não é sensato comer rapidamente qualquer coisa, é preciso valorizar a vida, realmente alimentando-nos adequadamente, provendo nosso corpo e espírito de elementos dos quais necessitam.